Livro de contos
retrata universo popular das músicas bregas
Ciúmes, traições, desilusões amorosas, prostituição,
conflitos familiares. Estes são alguns dos temas abordados nas histórias do
livro Contos Bregas. A obra, incluída no selo Jovens Escribas, é de autoria do
jornalista potiguar radicado em Fortaleza,
Com estilo direto e objetivo, o autor cria histórias
realistas e até sobrenaturais, a partir do universo popular retratado pela
música brega. Cada uma delas foi inspirada e epigrafada por versos de canções
de Reginaldo Rossi, Waldick Soriano, Fernando Mendes, Odair José, Carlos
Alexandre e outros.
Segundo o autor, a idéia do livro surgiu como uma homenagem
a estas canções populares, e como uma forma de unir duas paixões: música e
literatura. “Além disso, a música brega é uma fonte riquíssima de situações e
personagens comuns aos dias atuais”, explica.
Ele informa que escreveu o primeiro conto inspirado na
canção Garçom, de Reginaldo Rossi, e mandou para os amigos, por e-mail. Na
história, o garçom divide seu ofício escrevendo cartas por encomenda para
amantes apaixonados. Um de seus clientes é o homem cuja ex-mulher vai se casar,
conforme prega o famoso refrão da música. “Muitas pessoas responderam elogiando
e pedindo histórias inspiradas em outras músicas”, lembra o autor.
Thiago afirma que os pedidos foram tantos que ele decidiu
fazer um blog (www.contosbregas.zip.net),
no qual publicava trechos de alguns contos, além de notícias e informações
gerais sobre a cultura brega. “Os comentários dos internautas, a grande maioria
desconhecidos de outras partes do país, me incentivaram cada vez mais. Então,
quando surgiu o convite dos Jovens Escribas, não tive dúvidas sobre o tema do
livro”, diz. Hoje, o blog Contos Bregas já foi visitado mais de 15 mil vezes.
“Muitos artistas populares já confessaram que compõem suas
músicas de dor-de-cotovelo inspirados em histórias reais, vividas muitas vezes por
eles mesmos. Eu tentei fazer o caminho inverso, partindo das músicas para criar
as histórias”, explica o autor.
As obras do selo literário “Jovens Escribas” são publicadas
com patrocínio da Art&C, através da lei de incentivo à cultura Djalma
Maranhão; e do Banco do Nordeste, por meio do Programa BNB de Cultura 2005, uma
linha de patrocínio direto do BNB, para apoio à produção e difusão da cultura
nordestina, mediante seleção pública de projetos.